Empresa petrolífera inicia procura por gás natural na zona rural de Patos de Minas

Serão nove meses de pesquisa e perfurações na localidade de Olhos d'água, próximo à Alagoas. Em decorrência das atividades, a empresa vai alargar e colocar cascalho em 15 km de estradas municipais.

Roselly Gonçalves
26/01/2012 - 23h59

Empresa petrolífera inicia procura por gás natural na zona rural de Patos de Minas

 

Durante os próximos noves meses, a empresa petrolífera Petra fará pesquisas na comunidade de Ólhos d’água, localizada próxima à Alagoas, zona rural de Patos de Minas, no intuito de confirmar a presença de gás natural na região. Na manhã desta quarta-feira (25), a prefeita Béia Savassi, o vice–prefeito José Eustáquio, vereadores e secretários municipais realizaram uma visita no local e observaram as máquinas que já trabalham na terraplanagem do terreno.
O vice-prefeito José Eustáquio explicou que a empresa Petra já pesquisava a região há alguns meses e descobriu indícios de que poderia haver gás nas proximidades de Alagoas. 
Ao contrário do que foi noticiado em alguns meios de comunicação da cidade, ainda não existe a confirmação de que há gás natural naquela região. Segundo José Eustáquio, o que há até agora é uma possibilidade. Somente depois que a empresa petrolífera perfurar o terreno será possível confirmar ou não a existência de gás.
Quem gostou da novidade foi Valdir Guimarães. O proprietário rural comprou o terreno há um ano e ficou surpreso com a possibilidade de  existir gás no local. Segundo ele, foi firmado um contrato de nove meses com a empresa, período no qual ocorrerão as perfurações.
Se for confirmada a presença de gás na propriedade, Valdir terá direitos aos royalties do combustível. Caso contrário, a Petra comprometeu-se a deixar o terreno nas mesmas condições em que foi encontrado.
As vantagens da pesquisa na região não param por aí. Em decorrência das atividades realizadas no local, a empresa responsável vai alargar e colocar cascalho em 15 quilômetros de estradas municipais, sendo dez quilômetros da BR-365, próximo da Serrinha até o trevo da Suinco e cinco quilômetros, compreendidos entre as intalações das Rações Patenses até a comunidade Olhos d’água.
Segundo o vice-prefeito, caso haja mesmo combustível, o município também será beneficiado com tributações e geração de emprego.
 
Fotos: Eduardo Santoro