Advocacia: de sua origem aos desafios atuais da profissão

Redigida por Ícaro de Amorim Vieira, a coluna do Direito em Pauta desta quinta-feira celebra o Dia do Advogado no Brasil.

Ícaro de Amorim Vieira
11/08/2016 - 14h38

Advocacia: de sua origem aos desafios atuais da profissão

Hoje, dia 11 de agosto, comemora-se o Dia do Advogado. O festejo desta data é mais que válido: é um dia de reflexão acerca da importância da profissão e do profissional do direito para a sociedade. Um dia de reconhecimento aos préstimos daquele que é procurado nos momentos de dificuldade para que, nos seus aconselhamentos, seja encontrada alguma solução que amenize conflitos. Enfim, o dia daquele que é o instrumento essencial na incansável busca por justiça.

O berço da advocacia é a Grécia, mais precisamente, a cidade de Atenas. Lá surgiram os grandes oradores Péricles, Demóstenes, Aristides e Isócrates, que utilizavam da retórica e persuasão em seus discursos e, por isso, podem ser considerados os primeiros advogados.

Com o desenvolvimento constante da sociedade, as relações humanas tornaram-se complexas e, por tal complexidade, surgiram novos conflitos que culminaram na necessidade da criação e regulamentação da profissão.  Isto desde a antiguidade.

No Brasil, a data comemorativa advém de 11 de agosto de 1827. Foi quando o imperador D. Pedro I criou o primeiro curso de Direito no país.

Atualmente, para se tornar advogado no Brasil, é necessário, primeiramente, a obtenção do título de bacharel em Direito - o que demanda, no mínimo, 05 anos de estudos. Além disto, é imprescindível a aprovação do bacharel no exame da Ordem dos Advogados do Brasil.

O exercício da advocacia é uma tarefa árdua. Exige atenção integral do profissional ao mundo que está a seu redor, estudo constante, atualização e muito empenho.

Além disto, o profissional irá encontrar inúmeras adversidades em defesa dos direitos dos seus clientes. Os noticiários não mentem, nosso sistema judiciário é falho, lento. Contudo, lá está o advogado, comprometido com a causa que patrocina, defendendo com afinco, agindo com urgência e utilizando dos meios inerentes à profissão para que a manutenção da justiça seja garantida.

Por isso, o advogado é digno de uma remuneração condizente com a responsabilidade e empenho empregados na defesa dos diretos de quem o procura para tanto. Destarte, o cliente deve valorizar e reconhecer aquele que o patrocina.

Hoje é dia de celebrar àqueles que são indispensáveis na administração da justiça e lutam para contribuir com o equilíbrio social para um povo carente em defesa de direitos. Aproveito este espaço para cumprimentar todos os companheiros de classe, principalmente os pertencentes à 45ª subseção da OAB/MG. Uni-vos, advogados!