Senecavírus A em granjas de suínos aumenta vigilância a suspeitas de doenças vesiculares

Produtores e veterinários responsáveis pelos estabelecimentos precisam notificar ao IMA os primeiros sintomas da doença.

26/02/2020 - 10h21

Senecavírus A em granjas de suínos aumenta vigilância a suspeitas de doenças vesiculares

Com sintomas semelhantes aos da febre aftosa, a infecção por Senecavírus A tem preocupado produtores de suínos da região do Triângulo Mineiro, intensificando atividades de atendimento do IMA a suspeita de doenças vesiculares. Os suínos apresentam lesões na cavidade oral, focinho, cascos e dificuldade de locomoção. Em Minas Gerais o primeiro caso de infecção por Senecavírus A ocorreu em 2014 na cidade de Uberlândia, ressurgindo em outubro de 2019 em várias granjas do Triângulo Mineiro.

Somente neste ano cerca de 60 granjas foram interditadas, detectando-se a presença de Senecavírus A em algumas delas.  O IMA alerta produtores e veterinários responsáveis de granjas suínas para a importância da rápida notificação de qualquer suspeita da doença. É possível fazer uma notificação ou relatar qualquer informação epidemiológica clicando aqui ou nos escritórios do IMA distribuídos em todo o estado.

De acordo com o coordenador estadual do Programa de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa, Natanael Lamas Dias, a infecção por Senecavírus A não causa impactos de saúde pública e nem embargos econômicos, “mas tem uma grande importância, pois apenas com análises laboratoriais distingue-se da febre aftosa”.

“A notificação tardia prejudica o sistema de vigilância. Quando há suspeita o IMA é acionado e tem um prazo de 12 horas para ir até a propriedade”, informa. O médico veterinário detalha que após a coleta as amostras são analisadas pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), localizado em Pedro Leopoldo (MG). Os resultados ficam prontos em cerca de dois dias.

Granjas - Fiscal agropecuário do IMA, Danilo Araújo faz parte da equipe de coordenação do Programa Estadual de Sanidade Suídea, e está atento aos focos da síndrome em Minas Gerais. Ele também alerta para a importância das notificações. “Os animais dessas granjas, diagnosticado a tempo, podem transitar para os frigoríficos com uma observação na Guia de Trânsito Animal (GTA), sendo liberado, então, o seu abate”, reforça.

O estado possui atualmente cerca de 1.200 granjas de suínos cadastradas no IMA.

Fonte e Fotos: Instituto Mineiro de Agropecuária - Assessoria de Comunicação Social