Sebrae Minas divulga pesquisa sobre o impacto econômico da Covid-19 nos pequenos negócios

Em Minas Gerais, sete em cada dez empreendimentos estão em atividade, mesmo que de forma parcial.

08/04/2020 - 15h03

Sebrae Minas divulga pesquisa sobre o impacto econômico da Covid-19 nos pequenos negócios

Uma pesquisa realizada entre os dias 27 de março e 1º de abril pela Unidade de Inteligência Empresarial do Sebrae Minas mostrou que 89% das micro e pequenas empresas estão sendo negativamente afetadas pela crise do coronavírus. O levantamento, que contou com a participação de mais de 500 empresas cadastradas no sistema do Sebrae Minas, mostrou ainda que, apesar dos impactos da pandemia, sete em cada dez empreendimentos mantiveram suas atividades, ainda que parcialmente.

A pesquisa também revelou que, dos empreendimentos que estão parados, 72% estão com as atividades temporariamente suspensas devido ao decreto governamental. “É um momento difícil, mas que pode ser superado com paciência e criatividade. Para isso, o Sebrae não tem poupado esforços para ajudar os pequenos empreendedores. Para aqueles que precisarem de uma consultoria gratuita, basta agendar um horário com pelo telefone 0800 570 0800 ou pelo WhatsApp (31) 99822-8208 ou ainda acessar o link https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/Faleconosco”, informa o gerente da regional Centro-oeste e Sudoeste do Sebrae Minas, Leonardo Mól.

 

Outras consequências da crise

Ainda de acordo com o levantamento realizado pela Unidade de Inteligência Empresarial do Sebrae Minas, as medidas que mais serão adotadas, em consequência da crise da Covid-19, serão a suspensão ou atraso no pagamento de impostos e a antecipação de férias ou feriados dos funcionários.

A pesquisa aponta que mais da metade dos entrevistados (53%) desempenham atividades que permitem o atendimento aos clientes de forma remota. Entre as principais dificuldades destacadas pelos empresários para o atendimento remoto, estão a falta de estrutura logística para entrega (correios parados, transporte, mão de obra, etc) e a falta de sistema de tecnologia adequado. Os empresários participantes estimam que a economia brasileira levará cerca de nove meses para se recuperar da crise.

A pesquisa foi realizada com representantes de empreendimentos de diferentes portes (micro e pequenas empresas), setores (Indústria, Comércio e Serviços) e de diferentes regionais de Minas Gerais. A margem de erro geral foi de 4,1%, com nível de confiança de 95%.

 

PRINCIPAIS RESULTADOS

▪ 89% das MPEs estão sendo afetadas negativamente pela crise.

▪ Mesmo assim, sete de cada dez empreendimentos estão em atividade, mesmo que de forma parcial.

▪ Dos empreendimentos que estão parados, 72% estão com as atividades temporariamente suspensas devido ao decreto governamental.

▪ As principais consequências negativas que os empresários esperam para o seu negócio são redução dos lucros e queda no faturamento.

▪ As medidas que mais serão adotadas são: suspensão ou atraso no pagamento de impostos e antecipação de férias ou feriados dos funcionários.

▪ Cerca de metade dos entrevistados (53%) disseram que sua atividade permite o atendimento dos clientes de forma remota.

▪ Os empresários acreditam que deve demorar em média nove meses para a recuperação econômica brasileira.

▪ Metade dos empresários (48%) estão buscando alguma orientação para a gestão do negócio, com destaque para o Sebrae, as Redes Sociais e seu contador.

▪ A nota média dada pelos entrevistados para a importância das orientações e capacitações do Sebrae neste momento de crise é de 8,5 em uma escala de 0 a 10. Este indicador aponta para a visibilidade que o SEBRAE tem nos setores pesquisados.

Fonte: Henrique Ulhoa / Prefácio Comunicação