Comerciantes fazem manifestação na porta da prefeitura e da casa do prefeito

A maior preocupação é com a falta de leitos de UTI.

Igor Nunes
19/06/2020 - 17h02

Comerciantes fazem manifestação na porta da prefeitura e da casa do prefeito

Em manifestação nesta manhã de sexta-feira (19), um grupo de lojistas cobrou por mais ações de combate à COVID-19 em Patos de Minas. Reunidos na porta da Prefeitura de Patos de Minas, os comerciantes pediram que o prefeito José Eustáquio (DEM) crie leitos de UTI e tome medidas para evitar um novo fechamento do comércio. Eles afirmaram que o setor não pode ser penalizado por erros na estratégia de enfrentamento ao novo coronavírus.

Além de protestarem na porta da prefeitura, os manifestantes também fizeram um buzinaço em frente à residência do prefeito, no Centro de Patos de Minas. A maior preocupação é com a falta de leitos de UTI. Atualmente, a Capital do Milho conta apenas com 10 leitos, que atendem a uma região de 33 municípios. O Governo do Estado de Minas Gerais, que administra os leitos do Hospital Regional Antônio Dias Maciel, não anunciou mais vagas. No entanto, a maior cobrança está nas costas da prefeitura que, segundo os manifestantes, não criou nenhum leito.

Para evitar que o comércio sofra novo fechamento, tenha mais prejuízos, lojistas conversaram com o Procurador do Município, Jadir Souto, e expuseram a situação. A Prefeitura de Patos de Minas tem até a quarta-feira da próxima semana, dia 24 de julho, para decidir se adere integralmente o “Minas Consciente”, ou deixe o programa, segundo prazo determinado pela Justiça. Caso opte pelo programa, terá de fechar os serviços não essenciais. Do contrário, pode tomar decisões por conta própria.